Museu

#509 Cinco museus para visitar na Cidade do México

A Cidade do México reúne uma série de museus interessantes e que podem agradar aos turistas que buscam um passeio cultural e também que queiram conhecer um pouco mais sobre a história mexicana. Conheça cinco deles.

Museu Nacional de Antropologia

Localizado dentro do Bosque de Chapultepec, o Museu Nacional de Antropologia está instalado em um edifício inaugurado em 1964 e desenhado pelo arquiteto mexicano Pedro Ramíres Vázquez. Ao longo de suas 23 salas temáticas é possível conhecer mais sobre as origens do México, através de peças como a Pedra do Sol – popularmente chamada de “calendário asteca” – cabeças de pedra gigantes da civilização Olmeca, tesouros da civilização Maia, réplica da tampa do sarcófago de Pacal, o Grande e mostras etnológicas da vida rural mexicana contemporânea. Nos jardins, algumas réplicas de estelas e esculturas provenientes das famosas zonas arqueológicas localizadas em Chiapas, Oaxaca ou Yucatan.

Horário de funcionamento: terça a domingo – 9h às 19h
Ingressos para exposição permanente: $64 pesos mexicanos (aproximadamente R$15)
Mais informações em:  www.mna.inah.gob.mx 

Museu Nacional de Antropologia México

Museu Nacional de Antropologia

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#977 Museu de Ciências Naturais Joias da Natureza – Guarujá, Brasil

Você sabia que Guarujá, no litoral de São Paulo, tem um museu de ciências naturais? Desde janeiro deste ano, o Joias da Natureza funciona na cidade, depois de ser transferido de sua sede em São Vicente.

Agora, o museu conta com uma área três vezes maior do que a anterior e passou a exibir 80% mais de obras. São cerca de 2 mil peças originais, separadas por vários temas: geologia, mineralogia, petrologia, meteorítica, astronomia, paleontologia, biologia, malacologia, zoologia, entre outros.

Museu de Ciências Naturais Joias da Natureza Guarujá

O acervo do museu tem cerca de duas mil peças

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#789 Museu Van Gogh – Amsterdam, Países Baixos

Um passeio bem legal para fazer em Amsterdam é visitar o Museu Van Gogh. O local inclui a maior coleção de obras do artista do mundo!

Eu fiz uma visita guiada a uma exposição do Van Gogh em Milão, na Itália, e a guia nos contou um pouco sobre a história do artista holandês. Ao contrário de muitos pintores, Vincent Van Gogh só decidiu seguir o caminho das artes com cerca de 30 anos de idade. Em um intervalo de nove anos, ele produziu uma quantidade enorme de obras (850 pinturas e 1.300 trabalhos em papel), mas não conseguia vender os seus quadros e vivia na pobreza e com a ajuda de sua família. Uma ironia, já que 1990 sua obra “Retrato de Dr. Gachet”foi vendida por US$152 milhões.

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Retrato de Dr. Gachet

Van Gogh se suicidou em 1890, não antes de cortar sua própria orelha e ser internado em uma clínica psiquiátrica. Após sua morte, seu irmão Theo começou um trabalho para divulgar as obras do pintor. Mas acabou morrendo um ano depois e a cunhada de Van Gogh, Jo Van Gogh-Bonger continuou a empreitada do marido. Foi ela a responsável por trazer a grande notoriedade que o artista tem atualmente.

O museu reúne obras de diversas fases de Van Gogh. Há uma série de autorretratos, como o “Autorretrato com Chapéu de Palha”, produzido em 1887.

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Autorretrato com Chapéu de Palha – Crédito: Museu Van Gogh

“A Casa Amarela”, produzido em 1888 também pode ser visto no museu, assim como “Amendoeira em Flor”, de 1890.

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Casa Amarela – Crédito: Museu Van Gogh

Eu achei o museu bem interessante. Estava meio cheio, mas, mesmo assim, dava para ver as obras. Lá dentro é proibido fotografar, salvo alguns lugares indicados.

Os ingressos inteiros para adultos custam 17 euros. Também é possível comprar pelo site antecipadamente pelo mesmo valor. Desta forma, é necessário escolher o dia e horário de sua visita. Eu comprei na hora e não tive problemas e nem enfrentei filas. Mas em períodos de alta estação talvez seja melhor comprar antes.

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Amendoeira em Flor – Crédito: Museu Van Gogh

Antes de visitar o museu, consulte no site os horários de abertura.

Estando em Amsterdam, aproveite para visitar a Casa de Anne Frank. Nós temos um post aqui no site falando sobre o lugar. Se você for mulher e quiser ficar hospedada em hostel que só aceita hóspedes do sexo feminino, dê uma olhadinha no Hostelle.

Onde: Museu Van Gogh, Amsterdam, Países Baixos

Quanto: O ingresso inteiro custa 17 euros

Quando: Verifique os horários de abertura no site do museu

#340 Jornada do Patrimônio – São Paulo, Brasil

Estará em São Paulo nos dias 12 e 13 de dezembro? A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) estarão promovendo nestas datas a 1ª Jornada do Patrimônio em São Paulo. A formatação do evento é inspirada em outros semelhantes realizados no exterior, como a Journées Européennes Du Patrimoine na França.

A jornada de São Paulo terá 80 imóveis públicos e privados participantes, que abrirão suas portas neste final de semana. Dentre os imóveis que a população terá oportunidade de reverenciar está a rede de casas históricas do Museu da Cidade de São Paulo, composta de espaços como o a Capela do Morumbi, Casa do Tatuapé, Casa da Imagem, entre outros. Algumas atrações terão visita guiada.

Crédito: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

A Casa da Imagem fará parte da Jornada do Patrimônio

Além de visitar as atrações, também será possível participar de oficinas, como a Fotojornada do Patrimônio, que será voltada a fotógrafos profissionais e amadores e terá como objetivo documentar o patrimônio da cidade. Já as crianças poderão participar, por exemplo, da Oficina de Escavação Arqueológica na Casa do Bandeirante. Todas essas oficinas são gratuitas.

Crédito: Reprodução/Facebook Vila Itororó

Vila Itororó

Todas as regiões da cidade receberão roteiros e oficinas temáticos, que são oportunidades para os interessados conhecerem a história da cidade de São Paulo sob diversos aspectos, contados através de imóveis e tradições locais.

Crédito: Reprodução/Site Museu da Cidade de São Paulo

O Solar da Marquesa de Santos também está participando

Na ocasião, também será possível assistir alguns shows. No sábado, o Solar da Marquesa recebe, às 19h, João Macacão, representante da velha guarda do choro, do samba e da seresta, que interpreta Noel Rosa, Ary Barroso, entre outros. Já o Teatro Oficina apresenta, às 21h, o espetáculo “Musical Mistérios Gozosos”, com direção de Zé Celso.

Mais informações e programação completa podem ser obtidas no site.

Onde: 1ª Jornada do Patrimônio de São Paulo, São Paulo, Brasil
Quando: 12 e 13 de dezembro de 2015
Quanto: Gratuito

#47 Museu Toulouse-Lautrec – Albi, França

Henri de Toulouse-Lautrec foi um pintor francês famoso, entre outros, por seus pôsteres que anunciavam os cabarés parisienses, como o Moulin Rouge, onde era frequentador assíduo e tinha cadeira cativa.

A vida loka de Toulouse-Lautrec cobrou seu preço. O artista morreu aos 36 anos vítima da sífilis e do alcoolismo.

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O artista Henri de Toulouse-Lautrec

O museu Toulouse-Lautrec está localizado em Albi, na região de Midi-Pyrénées, no sudoeste da França. A bela cidade tem cerca de 50 mil habitantes e não é por acaso que abriga o museu: foi aqui que o artista nasceu, em 24 de novembro de 1864.

A fachada do local já é um show a parte. O museu foi montado dentro do Palácio de la Berbie, uma imponente construção medieval datada do século XIII.

Crédito: Reprodução/Site Museu Toulouse-Lautrec

Vista aérea do Palácio de la Berbie

Na parte de dentro o visitante irá encontrar a maior e mais importante coleção sobre Toulouse-Lautrec do mundo. Isso foi possível graças à colaboração da família do artista. São quadros, litografias, desenhos, rascunhos, que mostram suas diversas facetas.

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Estrelas da noite parisiense, como Jane Avril, foram imortalizadas por Toulouse-Lautrec

Quem conhece Toulouse-Lautrec por seus pôsteres retratando a boemia parisiense, ficará surpreso com sua série sobre o privilégio. Apesar do estilo de vida que levava, o artista nasceu em uma família aristocrata e teria se tornado conde se não tivesse morrido antes de seu pai. Nesta série retrata de forma sóbria militares, cavalos e outros temas relacionados à equitação. Nada a ver com seus pôsteres!

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Série retrata a aristocracia francesa

As obras de Toulouse-Lautrec também mostram seu fascínio pelo universo feminino, retratando cenas cotidianas de mulheres, muitas delas prostitutas.

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Quadro “L’Anglaise du star”

Os famosos pôsteres do artista estão representados no museu por 31 exemplares. Suas linhas e cores revolucionaram o design gráfico dos cartazes publicitários e são bastante interessantes. Vale a pena.

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Um dos posters criados por Toulouse-Lautrec (Ambassadeurs Aristide Bruant dans son cabaret)

Depois de terminada a visita é hora de apreciar o belíssimo jardim, digno de um palácio. No dia da minha visita havia acabado de ser realizada uma cerimônia de casamento lá.

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O jardim é um show a parte

Em boa parte do ano o museu abre todos os dias, mas os horários variam de acordo com a época. É bom conferir antes de ir para lá no link www.museetoulouselautrec.net/opening-hours-and-admission.html.

O ingresso inteiro custa 8 euros ou 10 euros o ingresso que dá acesso ao acervo e a exposição temporária (se estiver ocorrendo alguma). Há descontos para estudantes e grupos. É possível comprar o ingresso antecipadamente no site, mas há somente ingressos inteiros e o preço sobe para 9 euros. Demais categorias devem ser compradas no local.

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Um dos ambientes do museu

Durante a visita é proibido telefonar, tirar fotos e filmar. O local possui guarda-volumes e cadeirantes conseguem visitar todas as áreas do museu.

Dá para chegar em Albi a partir de Toulouse, a capital da região Midi-Pyrénées. De trem é 1 hora de viagem e o bilhete custa 14 euros o trecho. Para consultar os horários acesse o site www.sncf.com.

Onde: Museu Toulouse-Lautrec, Albi, França

Quanto: O bilhete inteiro custa 8 euros e a passagem ida e volta de Toulouse a Albi custa 28 euros

Quando: Em boa parte do ano o museu abre todos os dias, mas os horários variam. Consulte dias e horários de abertura no site www.museetoulouselautrec.net/opening-hours-and-admission.html

#51 Jornada do Patrimônio Cultural Europeu

Quem estiver na Europa neste mês pode participar da Jornada do Patrimônio Cultural Europeu. Durante o evento será possível visitar em 50 países europeus diversos atrativos de graça. Como se já não fosse legal o suficiente, há ainda alguns lugares participantes que não abrem ao público normalmente. A iniciativa é realizada todos os anos ao longo do mês de setembro e cada país escolhe seu fim de semana para promovê-la.

Na França, por exemplo, serão 17 mil monumentos participantes e o evento será realizado nos dias 19 e 20. Em Paris está concentrada uma grande parte deles e alguns se destacam por fugir dos roteiros turísticos tradicionais. É o caso do “Le Regard de la Lanterne”, a cabeça do aqueduto de Belleville. O local foi concluído em 1613 e é o maior remanescente do sistema de abastecimento de água que alimentava as primeiras fontes parisienses. Durante a jornada dá para fazer visita guiada das 13h às 18h e não é necessário fazer inscrição prévia.

Le Regard de la Lanterne em Paris

Le Regard de la Lanterne em Paris

Ainda na cidade luz, que tal ver a galeria Printemps de uma forma diferente? A visita guiada tem 10 etapas e conta a história do local. Um dos pontos altos da visita é o terraço, de onde é possível ter uma vista 360º de Paris. No sábado é preciso reserva antecipadamente e no domingo não.

Galeria Printemps terá visita guiada e acesso ao terraço

Galeria Printemps terá visita guiada e acesso ao terraço

Saindo um pouco de Paris, o Castelo de Versailles, destino obrigatório de muitos turistas na França, preparou algumas surpresas para os visitantes durante o evento. Nos dias 19 e 20 de setembro a Sala do Congresso e as Salas do Parlamento estarão excepcionalmente abertas para visitação. O ingresso à ala sul do castelo é gratuito, mas quem quiser visitar suas outras dependências precisa comprar um bilhete.

Sala do Congresso do Castelo de Versailles

Sala do Congresso do Castelo de Versailles

Para conhecer a lista completa de monumentos franceses acesse o site http://journeesdupatrimoine.culturecommunication.gouv.fr.

A Bélgica também escolheu os dias 19 e 20 de setembro. Alguns atrativos estarão abertos pela primeira vez ao público. É o caso do Santos Palace, em Bruxelas. Em 1911, o edifício começou a operar como uma fábrica de café sob o comando da Compagnie Brésilienne (Companhia Brasileira, em tradução do francês). Durante a I Guerra Mundial precisou encerrar suas atividades por falta de matéria prima, mas voltou às atividades em 1919 e continua operando até hoje. Durante a Jornada visitas guiadas explicarão o processo de torrefação do café, além de apresentar diversos tipos de grãos e promover uma degustação.

Depois de muitos anos a garagem da Citroën volta a abrir suas portas para os visitantes. O prédio de metal tem 15 mil m2 e originalmente abrigava setores administrativos, showroom, oficinais de reparos, depósito e uma estação de serviços. A bela estrutura está preservada e deverá abrigar em breve um museu de arte moderna e contemporânea. Serão feitas visitas guiadas em francês e holandês e o último tour sai às 15h.

Garagem da Citroën em Bruxelas

Garagem da Citroën em Bruxelas

O dia 20 de setembro coincide com o “Dia sem carro” em Bruxelas. Das 9h às 17h uma série de ruas estará interditada para os carros. Para conhecer a lista completa de atrativos na Bélgica acesse o site http://visitbrussels.be/bitc/BE_en/heritage-days.do.

Na Itália o evento também será realizado nos dias 19 e 20 de setembro. Em ocasião da Expo, que está sendo realizada até o final de outubro em Milão, algumas visitas terão o tema nutrição, o mesmo desta edição da Exposição Mundial.

Em Milão o depósito da coleção permanente do Mudec – Museu da Cultura de Milão estará aberto para o público descobrir as tradições alimentares de diversas partes do mundo. Os visitantes poderão repensar a relação entre a comida e a cultura na vida prática, espiritual e social. Será possível, por exemplo, observar através do acervo a cerimônia do chá no Japão. É obrigatório reservar no site e a visita é gratuita.

O museu Mudec, em Milão, abrirá as portas de seu depósito

O museu Mudec, em Milão, abrirá as portas de seu depósito

Na região de Trentino-Alto Adige, na cidade de Trento, o Castelo de Buonconsiglio utilizará suas obras para abordar o tema da alimentação na Idade Média. Serão discutidas a produção, gostos alimentares, curiosas crendices populares, entre outros.

Em Veneza, o complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca estará excepcionalmente aberto ao público. O local foi construído no final dos anos 1920 por uma família de milionários franceses e projetado por Rafaelle Mainella, personagem expoente da Academia de Veneza. Durante a visita serão contadas as histórias da família francesa e de Mainella. É obrigatório reservar antecipadamente no telefone +39041-5287735.

O complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca

O complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca

Para conhecer a lista completa de atrações participantes na Itália acesse o site do Ministério dos Bens e da Atividade Cultural e do Turismo da Itália.

Em Atenas, na Grécia, o Museu Acrópoles terá entrada gratuita nos dias 26 e 27 de setembro das 17h às 20h. Além disso, alguns arqueólogos estão a disposição do público para responder perguntas sobre a exposição temporária “Samothrace. Os Mistérios dos Grandes Deuses”. Mais informações no site www.theacropolismuseum.gr.

Museu de Acrópoles, na Grécia

Museu de Acrópoles, na Grécia

Há muitos outros países participando da Jornada do Patrimônio Europeu, mas alguns deles já realizaram o evento neste ano (como é o caso dos Países Baixos e da Alemanha, por exemplo). Para descobrir o que ainda pode ser visitado é só acessar o site www.europeanheritagedays.com.

Onde: Jornada do Patrimônio Cultural Europeu
Quando: Mês de setembro. Consulte o site www.europeanheritagedays.com para pesquisar as datas
Quanto: Gratuito em muitos casos

#16 Visitar Auschwitz é de graça – Oswiecim, Polônia

Os campos de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau mataram milhares de pessoas durante a II Guerra Mundial, mas hoje em dia foram convertidos em museu. Localizados na cidade de Oswiecim, na Polônia, ficam a 1h30 de ônibus de Cracóvia.

Na cidade várias agências organizam tours para visitar os campos de concentração. Eu fui pedir informações sobre como chegar em Oswiecim em um escritório de informações turísticas e a menina já foi me dizendo para contratar um tour. Mas não é preciso contratar nada e ir por conta própria é mil vezes mais econômico e bem fácil também, mesmo para quem não fala inglês. Há duas formas de visitar Auschwitz: sozinho, sem um guia ou com uma visita guiada. Para quem for sozinho a entrada é gratuita, mas é recomendável fazer uma reserva antecipadamente através do site e escolher o horário que irá visitar. Para entrar gratuitamente é necessário começar a vista às 8h, às 9h, às 15h10, às 16h, às 17h, às 18h ou às 18h55. Os demais horários são reservados para as visitas guiadas.

Entrada de Auschwitz

Entrada de Auschwitz

Há dois campos de concentração e a visita começa pelo Auschwitz. Dá para visitar tranquilamente sem um guia, pois o museu é muito bem sinalizado, há uma sugestão de percurso marcada através de indicações e por todo o lugar há placas com informações sobre o lugar e com histórias sobre o que acontecia lá. Quem quiser informações complementares pode comprar um livro ou guia na loja localizada na entrada de Auschwitz. Comprei um guiazinho por 5 zlotys (cerca de R$4,30) e valeu a pena.

O local está bastante preservado e é repleto de construções semelhantes a grandes casas. Nem todas estão abertas a visitação, mas as que estão exibem tristes relatos do que aconteceu por lá. Cada uma delas é dedicada a um tema. Por exemplo, há algumas que exibem documentos sobre pessoas levadas aos campos de concentração, comunicados entre os oficiais alemães, autorizações para a mudança de práticas, como, por exemplo, a inclusão de crianças a partir de oito anos nos trabalhos forçados. Antes desta mudança todas as crianças que chegavam a Auschwitz eram mortas, assim como algumas mulheres, idosos e pessoas que não estavam aptas ao trabalho.

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Em outras há salas repletas de objetos de pessoas que foram feitas prisioneiras. Há, por exemplo, uma sala cheia de sapatos. Outra cheia de roupas. Outra com malas. Desta forma é possível perceber que quem foi levado para lá não fazia ideia do destino que a esperava. É realmente muito triste.

É possível fotografar em quase todos os ambientes, mas há exceções. Uma delas é a sala de cabelos. Quando a Alemanha perdeu a guerra e os aliados invadiram Auschwitz descobriram uma infinidade de sacos contendo cabelos humanos. Eles eram retirados das mulheres e vendidos para a indústria têxtil. Há, inclusive, um exemplar de um desses tecidos.

Há diversas dessas placas no campo

Há diversas dessas placas no campo

Com todas as placas com explicações é possível fazer a visita sem guia e ainda entender bastante o que aconteceu no lugar. O único porém é que as explicações estão escritas apenas em inglês, polonês e hebraico. Mas na lojinha há livros e guias em português que podem ajudar quem não fala nenhum destes idiomas. Ah, e o museu não possui áudio guia.

Depois de visitar Auschwitz é a hora de ir para Auschwitz II-Birkenau. Há um ônibus que faz o transfer gratuito entre um campo e outro e o trajeto dura cerca de cinco minutos. Depois de ver tudo aquilo em Auschwitz vi que Birkenau é ainda pior. Primeiramente porque é muito maior do que o primeiro campo. Há uma infinidade de construções e não é nem mesmo possível ver onde o campo termina. Além disso, é lá que chegavam os trens trazendo os futuros prisioneiros. O local ainda preserva os trilhos e há um vagão de um trem: pequeno e completamente fechado, sem nenhuma janela.

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Vagão de trem remanescente com homenagens de visitantes em frente

Lá também é possível entrar em algumas construções, mas neste campo não há placas nem sinalizações. O mapa que havia no guia foi útil neste caso e ajudou a nos localizarmos lá dentro.

Além dos trilhos e das construções há os restos de dois crematórios que foram destruídos pelos nazistas após a Alemanha perder a guerra. Pela quantidade de tijolos pareciam ser bem grandes. No campo também é possível ver o lago onde eram jogadas as cinzas das pessoas queimadas nos crematórios.

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Terminada a visita pegue o transfer de volta para Auschwitz I, pois é de lá que saem os ônibus para voltar para Cracóvia.

É recomendado reservar no mínimo 3 horas e meia para visitar os dois campos de concentração. E acredite, esse tempo é mesmo necessário. As visitas guiadas também tem esta duração e custam 40 zlotys (cerca de R$34). Há opções em várias línguas, mas não há em português.

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

Para chegar aos campos de concentração a partir de Cracóvia é bem fácil. Na estação central é preciso comprar no guichê de bilhetes de ônibus uma passagem para Oswiecim, que custa 12 zlotys por trecho (cerca de R$10). Lá no guichê é possível consultar os horários das saídas e os funcionários falam inglês. Quem faz o trajeto é uma van, então é bom chegar com um pouco de antecedência se não quiser correr o risco de fazer a viagem em pé. Apesar de informarem que a viagem dura 1 hora, demoramos 1h30 para chegar. Então compre a passagem com saída duas horas antes do horário marcado para a sua visita. A van para bem em frente da entrada de Auschwitz e o motorista avisa quando chega lá. É bom já pegar com ele os horários da volta, pois a última van passa às 19h30. Também já dá para comprar com o motorista a passagem de volta ou deixar para comprar na outra van.

Locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

Um dos locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

O ponto de ônibus para pegar a van na volta também fica em frente à entrada de Auschwitz, do outro lado da rua do ponto da ida.

A van na ida saiu pontualmente no horário, mas na volta passou com quase meia hora de atraso. E também levou 1h30 para chegar em Cracóvia. Então é bom sempre ter uma margem grande de tempo.

Também é possível ir de trem, mas como a estação está localizada a 2 quilômetros dos campos e a van para bem em frente, eu acredito que não valha a pena. Caso resolva ir de trem mesmo assim, há ônibus que saem da estação e vão até Auschwitz. Também dá para ir caminhando se tiver disposição, mas vale lembrar que você terá que andar um monte dentro do museu.

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Antes de visitar Auschwitz é importante ler as regras de visitação que estão elencadas no site. Eles proíbem, por exemplo, a entrada com bolsas grandes e mesmo julgando que minha bolsa tinha um tamanho adequado fui impedida de entrar com ela. Mas há um guarda-volumes ao lado onde foi possível guarda-la. Sorte que era barato, custava 3 zlotys (cerca de R$2,50). Também é proibido entrar com comidas e não pode fumar lá dentro. Todas as pessoas precisam passar por um detector de metais e as bolsas e sacolas são checadas naqueles raio-x como os dos aeroportos.

Ao fazer sua reserva no site você irá receber por e-mail seus bilhetes de entrada. Imprima-os e leve-os com você. Caso você chegue antes do horário marcado é necessário esperar, só é possível entrar na hora reservada. E prepare o estômago para o que estará prestes a ver.

Onde: Auschwitz-Birkenau, Oswiecim, Polônia
Quanto: Visitas sem guia são gratuitas, mas recomenda-se reservar antecipadamente no site http://auschwitz.org. Visitas guiadas custam 40 zlotys (cerca de R$34)
Quando: O museu abre todos os dias da semana, mas os horários variam de acordo com o mês de visitação. Dá para consulta-los no link http://auschwitz.org/en/visiting/opening-hours