Gratuito

#51 Jornada do Patrimônio Cultural Europeu

Quem estiver na Europa neste mês pode participar da Jornada do Patrimônio Cultural Europeu. Durante o evento será possível visitar em 50 países europeus diversos atrativos de graça. Como se já não fosse legal o suficiente, há ainda alguns lugares participantes que não abrem ao público normalmente. A iniciativa é realizada todos os anos ao longo do mês de setembro e cada país escolhe seu fim de semana para promovê-la.

Na França, por exemplo, serão 17 mil monumentos participantes e o evento será realizado nos dias 19 e 20. Em Paris está concentrada uma grande parte deles e alguns se destacam por fugir dos roteiros turísticos tradicionais. É o caso do “Le Regard de la Lanterne”, a cabeça do aqueduto de Belleville. O local foi concluído em 1613 e é o maior remanescente do sistema de abastecimento de água que alimentava as primeiras fontes parisienses. Durante a jornada dá para fazer visita guiada das 13h às 18h e não é necessário fazer inscrição prévia.

Le Regard de la Lanterne em Paris

Le Regard de la Lanterne em Paris

Ainda na cidade luz, que tal ver a galeria Printemps de uma forma diferente? A visita guiada tem 10 etapas e conta a história do local. Um dos pontos altos da visita é o terraço, de onde é possível ter uma vista 360º de Paris. No sábado é preciso reserva antecipadamente e no domingo não.

Galeria Printemps terá visita guiada e acesso ao terraço

Galeria Printemps terá visita guiada e acesso ao terraço

Saindo um pouco de Paris, o Castelo de Versailles, destino obrigatório de muitos turistas na França, preparou algumas surpresas para os visitantes durante o evento. Nos dias 19 e 20 de setembro a Sala do Congresso e as Salas do Parlamento estarão excepcionalmente abertas para visitação. O ingresso à ala sul do castelo é gratuito, mas quem quiser visitar suas outras dependências precisa comprar um bilhete.

Sala do Congresso do Castelo de Versailles

Sala do Congresso do Castelo de Versailles

Para conhecer a lista completa de monumentos franceses acesse o site http://journeesdupatrimoine.culturecommunication.gouv.fr.

A Bélgica também escolheu os dias 19 e 20 de setembro. Alguns atrativos estarão abertos pela primeira vez ao público. É o caso do Santos Palace, em Bruxelas. Em 1911, o edifício começou a operar como uma fábrica de café sob o comando da Compagnie Brésilienne (Companhia Brasileira, em tradução do francês). Durante a I Guerra Mundial precisou encerrar suas atividades por falta de matéria prima, mas voltou às atividades em 1919 e continua operando até hoje. Durante a Jornada visitas guiadas explicarão o processo de torrefação do café, além de apresentar diversos tipos de grãos e promover uma degustação.

Depois de muitos anos a garagem da Citroën volta a abrir suas portas para os visitantes. O prédio de metal tem 15 mil m2 e originalmente abrigava setores administrativos, showroom, oficinais de reparos, depósito e uma estação de serviços. A bela estrutura está preservada e deverá abrigar em breve um museu de arte moderna e contemporânea. Serão feitas visitas guiadas em francês e holandês e o último tour sai às 15h.

Garagem da Citroën em Bruxelas

Garagem da Citroën em Bruxelas

O dia 20 de setembro coincide com o “Dia sem carro” em Bruxelas. Das 9h às 17h uma série de ruas estará interditada para os carros. Para conhecer a lista completa de atrativos na Bélgica acesse o site http://visitbrussels.be/bitc/BE_en/heritage-days.do.

Na Itália o evento também será realizado nos dias 19 e 20 de setembro. Em ocasião da Expo, que está sendo realizada até o final de outubro em Milão, algumas visitas terão o tema nutrição, o mesmo desta edição da Exposição Mundial.

Em Milão o depósito da coleção permanente do Mudec – Museu da Cultura de Milão estará aberto para o público descobrir as tradições alimentares de diversas partes do mundo. Os visitantes poderão repensar a relação entre a comida e a cultura na vida prática, espiritual e social. Será possível, por exemplo, observar através do acervo a cerimônia do chá no Japão. É obrigatório reservar no site e a visita é gratuita.

O museu Mudec, em Milão, abrirá as portas de seu depósito

O museu Mudec, em Milão, abrirá as portas de seu depósito

Na região de Trentino-Alto Adige, na cidade de Trento, o Castelo de Buonconsiglio utilizará suas obras para abordar o tema da alimentação na Idade Média. Serão discutidas a produção, gostos alimentares, curiosas crendices populares, entre outros.

Em Veneza, o complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca estará excepcionalmente aberto ao público. O local foi construído no final dos anos 1920 por uma família de milionários franceses e projetado por Rafaelle Mainella, personagem expoente da Academia de Veneza. Durante a visita serão contadas as histórias da família francesa e de Mainella. É obrigatório reservar antecipadamente no telefone +39041-5287735.

O complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca

O complexo arquitetônico Hériot alla Giudecca

Para conhecer a lista completa de atrações participantes na Itália acesse o site do Ministério dos Bens e da Atividade Cultural e do Turismo da Itália.

Em Atenas, na Grécia, o Museu Acrópoles terá entrada gratuita nos dias 26 e 27 de setembro das 17h às 20h. Além disso, alguns arqueólogos estão a disposição do público para responder perguntas sobre a exposição temporária “Samothrace. Os Mistérios dos Grandes Deuses”. Mais informações no site www.theacropolismuseum.gr.

Museu de Acrópoles, na Grécia

Museu de Acrópoles, na Grécia

Há muitos outros países participando da Jornada do Patrimônio Europeu, mas alguns deles já realizaram o evento neste ano (como é o caso dos Países Baixos e da Alemanha, por exemplo). Para descobrir o que ainda pode ser visitado é só acessar o site www.europeanheritagedays.com.

Onde: Jornada do Patrimônio Cultural Europeu
Quando: Mês de setembro. Consulte o site www.europeanheritagedays.com para pesquisar as datas
Quanto: Gratuito em muitos casos

#15 Torre de Belém – Lisboa, Portugal

Um dos símbolos de Lisboa, a Torre de Belém é um dos atrativos em que vale a pena dar ao menos uma espiadinha.

Fachada da torre
Fachada da torre

Localizada no bairro de Belém e às margens do Rio Tejo, a Torre foi construída no século XVI como parte do plano de defesa do Tejo contra ataques. No século XIX, durante as invasões francesas, sofreu algumas alterações para melhorar o desempenho militar e também foi restaurada alguns anos depois. Em 1983 foi classificada pela UNESCO como Patrimônio Cultural de Toda a Humanidade.

Escada interior da torre: e é mão dupla!

Escada interior da torre: e é mão dupla!

Durante a visita é possível entrar na Torre e percorrer suas salas, como a de audiências, do governador e a capela, tudo acessado através de uma escada circular. Mas não há móveis lá dentro, apenas a estrutura. Mesmo assim dá para admirar a arquitetura e os detalhes internos. A parte mais legal é o terraço, onde é possível ter uma bela vista do Rio Tejo e de algumas construções do bairro de Belém.

Parte do terraço da Torre de Belém

Parte do terraço da Torre de Belém

Opinião sincera: eu acho que ver a Torre de fora já é suficiente. A visita não me empolgou muito, mas como eu não paguei nada para entrar, então tudo bem. Depois de visitar a Torre vale a pena passear pelo bairro e visitar o Mosteiro dos Jerónimos, o Monumento dos Descobrimentos, entre outros. Também aproveite para comer o famoso pastel de Belém na Fábrica dos Pastéis de Belém, os mais gostosos da cidade.

Vista da Torre de Belém

Vista da Torre de Belém

Uma dica: se sua intenção é entrar nas atrações em Belém não vá numa segunda-feira, pois é tudo fechado. Para chegar a Torre de Belém dá para ir de trem (comboio em português de Portugal) e descer na estação de Belém. De ônibus (ou autocarro, como dizem os portugueses) dá para chegar com o 727, 28, 729, 714 e 751.

Mais informações podem ser obtidas no site www.torrebelem.pt.

Onde: Torre de Belém, Lisboa, Portugal
Quanto: 6 euros a inteira
Quando: Aberto todos os dias, exceto segundas-feiras. De outubro a abril das 10h às 17h30. De maio a setembro das 10h às 18h30.

#91 Mostras de Dante Alighieri no Castelo Sforzesco – Milão, Itália

O Castelo Sforzesco de Milão está sediando até outubro duas mostras sobre o escritor e poeta italiano Dante Alighieri. Para quem não conhece, ele é autor do clássico “A Divina Comédia”.

Reprodução de "A Divina Comédia"

Reprodução de “A Divina Comédia”

“Dante 750” comemora os 750 anos do nascimento do celebrado autor. A mostra é dividida em três partes. A primeira, “Dante e o Cinema”, fala sobre a inspiração que a sétima arte encontrou em “A Divina Comédia”. O visitante poderá encontrar filmes baseados na grande obra de Dante Alighieri, as partes mais emocionantes do poema, infográficos com os personagens mais célebres, entre outros.

Retrato de Dante Alighieri

Retrato de Dante Alighieri, de Nadia Scardeoni

Na segunda parte, “Comida e Convívio na Idade de Dante”, há vídeos contando histórias significativas e uma mesa reproduzindo os hábitos alimentares mais comuns da Idade Média.

Já na terceira parte, “Dante e a Arte”, o visitante poderá apreciar uma réplica do único retrato do autor, “Dante di Nadia Scardeoni”, além de ilustrações relativas a “A Divina Comédia”.

A mostra é gratuita e pode ser visitada até 11 de outubro de terça a domingo, das 9h às 19h30. Vale a pena visitar para saber mais sobre o poeta italiano e também para conhecer o Castelo Sforzesco, uma das principais atrações de Milão e localizado bem no centro da cidade, pertinho do Duomo.

Uma das obras de Dante Alighieri

Uma das obras de Dante Alighieri

Já na Sala del Tesoro é possível apreciar algumas das obras mais célebres do poeta, através de antigos manuscritos. As obras foram reunidas durante o século XIX por Gian Giacomo Trivulzio e seus herdeiros e atualmente faz parte da coleção do Arquivo Histórico Cívico e Biblioteca Trivulziana, localizado dentro do castelo. Esta mostra pode ser visitada até 18 de outubro de terça a domingo, das 9h às 19h30 e as quintas até as 22h30. O ingresso também é gratuito.

Para mais informações acesse o site www.dante750.com/sito.

Onde: Mostras Dante Alighieri no Castelo Sforzesco, Milão, Itália
Quando: A mostra “Dante 750” fica em cartaz até 11 de outubro. Os manuscritos de Dante Alighieri podem ser visitados até o dia 18 de outubro
Quanto: Gratuito

#77 Cinema ao ar livre em Milão – Milão, Itália

Tá indo para Milão e procura um programa diferente? Até o final de setembro será possível pegar um cineminha ao ar livre gratuitamente. É o “Cinema al Cubo”.

O cinema comporta 200 pessoas

O cinema comporta 200 pessoas

O cinema a céu aberto foi montado em Darsena, uma zona da cidade revitalizada recentemente. O filme é projetado em um cubo na beira do rio e os espectadores ganham fones wireless para ouvir.

O local comporta 200 lugares e as sessões começam sempre às 23 horas. Será possível assistir filmes como “Nebraska”, de Alexander Pyne, no dia 4 de setembro, “Trapaça”, de David O. Russell, no dia 11 de setembro, e a comédia italiana “Un Natale per Due”, de Giulio Manfredonia, no dia 21 de agosto.

A iniciativa será realizada em todos os finais de semana até o dia 26 de setembro. Somente no Ferragosto, feriado que cai neste próximo fim de semana, não haverá exibições.

Para conferir a programação completa acesse www.naviglilombardi.it/cinema-al-cubo.

Onde: Cinema al Cubo, Milão, Itália
Quando: Todos os finais de semana até o fim de setembro
Quanto: Gratuito

#16 Visitar Auschwitz é de graça – Oswiecim, Polônia

Os campos de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau mataram milhares de pessoas durante a II Guerra Mundial, mas hoje em dia foram convertidos em museu. Localizados na cidade de Oswiecim, na Polônia, ficam a 1h30 de ônibus de Cracóvia.

Na cidade várias agências organizam tours para visitar os campos de concentração. Eu fui pedir informações sobre como chegar em Oswiecim em um escritório de informações turísticas e a menina já foi me dizendo para contratar um tour. Mas não é preciso contratar nada e ir por conta própria é mil vezes mais econômico e bem fácil também, mesmo para quem não fala inglês. Há duas formas de visitar Auschwitz: sozinho, sem um guia ou com uma visita guiada. Para quem for sozinho a entrada é gratuita, mas é recomendável fazer uma reserva antecipadamente através do site e escolher o horário que irá visitar. Para entrar gratuitamente é necessário começar a vista às 8h, às 9h, às 15h10, às 16h, às 17h, às 18h ou às 18h55. Os demais horários são reservados para as visitas guiadas.

Entrada de Auschwitz

Entrada de Auschwitz

Há dois campos de concentração e a visita começa pelo Auschwitz. Dá para visitar tranquilamente sem um guia, pois o museu é muito bem sinalizado, há uma sugestão de percurso marcada através de indicações e por todo o lugar há placas com informações sobre o lugar e com histórias sobre o que acontecia lá. Quem quiser informações complementares pode comprar um livro ou guia na loja localizada na entrada de Auschwitz. Comprei um guiazinho por 5 zlotys (cerca de R$4,30) e valeu a pena.

O local está bastante preservado e é repleto de construções semelhantes a grandes casas. Nem todas estão abertas a visitação, mas as que estão exibem tristes relatos do que aconteceu por lá. Cada uma delas é dedicada a um tema. Por exemplo, há algumas que exibem documentos sobre pessoas levadas aos campos de concentração, comunicados entre os oficiais alemães, autorizações para a mudança de práticas, como, por exemplo, a inclusão de crianças a partir de oito anos nos trabalhos forçados. Antes desta mudança todas as crianças que chegavam a Auschwitz eram mortas, assim como algumas mulheres, idosos e pessoas que não estavam aptas ao trabalho.

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Em outras há salas repletas de objetos de pessoas que foram feitas prisioneiras. Há, por exemplo, uma sala cheia de sapatos. Outra cheia de roupas. Outra com malas. Desta forma é possível perceber que quem foi levado para lá não fazia ideia do destino que a esperava. É realmente muito triste.

É possível fotografar em quase todos os ambientes, mas há exceções. Uma delas é a sala de cabelos. Quando a Alemanha perdeu a guerra e os aliados invadiram Auschwitz descobriram uma infinidade de sacos contendo cabelos humanos. Eles eram retirados das mulheres e vendidos para a indústria têxtil. Há, inclusive, um exemplar de um desses tecidos.

Há diversas dessas placas no campo

Há diversas dessas placas no campo

Com todas as placas com explicações é possível fazer a visita sem guia e ainda entender bastante o que aconteceu no lugar. O único porém é que as explicações estão escritas apenas em inglês, polonês e hebraico. Mas na lojinha há livros e guias em português que podem ajudar quem não fala nenhum destes idiomas. Ah, e o museu não possui áudio guia.

Depois de visitar Auschwitz é a hora de ir para Auschwitz II-Birkenau. Há um ônibus que faz o transfer gratuito entre um campo e outro e o trajeto dura cerca de cinco minutos. Depois de ver tudo aquilo em Auschwitz vi que Birkenau é ainda pior. Primeiramente porque é muito maior do que o primeiro campo. Há uma infinidade de construções e não é nem mesmo possível ver onde o campo termina. Além disso, é lá que chegavam os trens trazendo os futuros prisioneiros. O local ainda preserva os trilhos e há um vagão de um trem: pequeno e completamente fechado, sem nenhuma janela.

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Vagão de trem remanescente com homenagens de visitantes em frente

Lá também é possível entrar em algumas construções, mas neste campo não há placas nem sinalizações. O mapa que havia no guia foi útil neste caso e ajudou a nos localizarmos lá dentro.

Além dos trilhos e das construções há os restos de dois crematórios que foram destruídos pelos nazistas após a Alemanha perder a guerra. Pela quantidade de tijolos pareciam ser bem grandes. No campo também é possível ver o lago onde eram jogadas as cinzas das pessoas queimadas nos crematórios.

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Terminada a visita pegue o transfer de volta para Auschwitz I, pois é de lá que saem os ônibus para voltar para Cracóvia.

É recomendado reservar no mínimo 3 horas e meia para visitar os dois campos de concentração. E acredite, esse tempo é mesmo necessário. As visitas guiadas também tem esta duração e custam 40 zlotys (cerca de R$34). Há opções em várias línguas, mas não há em português.

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

Para chegar aos campos de concentração a partir de Cracóvia é bem fácil. Na estação central é preciso comprar no guichê de bilhetes de ônibus uma passagem para Oswiecim, que custa 12 zlotys por trecho (cerca de R$10). Lá no guichê é possível consultar os horários das saídas e os funcionários falam inglês. Quem faz o trajeto é uma van, então é bom chegar com um pouco de antecedência se não quiser correr o risco de fazer a viagem em pé. Apesar de informarem que a viagem dura 1 hora, demoramos 1h30 para chegar. Então compre a passagem com saída duas horas antes do horário marcado para a sua visita. A van para bem em frente da entrada de Auschwitz e o motorista avisa quando chega lá. É bom já pegar com ele os horários da volta, pois a última van passa às 19h30. Também já dá para comprar com o motorista a passagem de volta ou deixar para comprar na outra van.

Locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

Um dos locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

O ponto de ônibus para pegar a van na volta também fica em frente à entrada de Auschwitz, do outro lado da rua do ponto da ida.

A van na ida saiu pontualmente no horário, mas na volta passou com quase meia hora de atraso. E também levou 1h30 para chegar em Cracóvia. Então é bom sempre ter uma margem grande de tempo.

Também é possível ir de trem, mas como a estação está localizada a 2 quilômetros dos campos e a van para bem em frente, eu acredito que não valha a pena. Caso resolva ir de trem mesmo assim, há ônibus que saem da estação e vão até Auschwitz. Também dá para ir caminhando se tiver disposição, mas vale lembrar que você terá que andar um monte dentro do museu.

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Antes de visitar Auschwitz é importante ler as regras de visitação que estão elencadas no site. Eles proíbem, por exemplo, a entrada com bolsas grandes e mesmo julgando que minha bolsa tinha um tamanho adequado fui impedida de entrar com ela. Mas há um guarda-volumes ao lado onde foi possível guarda-la. Sorte que era barato, custava 3 zlotys (cerca de R$2,50). Também é proibido entrar com comidas e não pode fumar lá dentro. Todas as pessoas precisam passar por um detector de metais e as bolsas e sacolas são checadas naqueles raio-x como os dos aeroportos.

Ao fazer sua reserva no site você irá receber por e-mail seus bilhetes de entrada. Imprima-os e leve-os com você. Caso você chegue antes do horário marcado é necessário esperar, só é possível entrar na hora reservada. E prepare o estômago para o que estará prestes a ver.

Onde: Auschwitz-Birkenau, Oswiecim, Polônia
Quanto: Visitas sem guia são gratuitas, mas recomenda-se reservar antecipadamente no site http://auschwitz.org. Visitas guiadas custam 40 zlotys (cerca de R$34)
Quando: O museu abre todos os dias da semana, mas os horários variam de acordo com o mês de visitação. Dá para consulta-los no link http://auschwitz.org/en/visiting/opening-hours