Mês: julho 2015

#67 Oceanário de Lisboa – Lisboa, Portugal

O Oceanário é, na minha opinião, uma das atrações mais legais de Lisboa. Lá existem diversas espécies de animais marinhos e uma ambientação linda, cheia de aquários gigantes e alguns ambientes externos. Não é a toa que foi escolhido na semana passada pelos leitores do site TripAdvisor como o melhor aquário do mundo.

O local é uma das atrações mais visitadas de Portugal: por lá já passaram mais de 19 milhões de pessoas das mais diferentes partes do mundo.

O ambiente do Oceanário é muito bonito

O ambiente do Oceanário é muito bonito

A ambientação é lindíssima. Um aquário gigante e repleto de peixes, arraias, tubarões e muitas outras espécies de animais marinhos circunda quase todo o local. A luz baixa e estar cercado por peixes de todos os lados nos dá a impressão de estarmos dentro do mar. Nas partes externas encontramos os simpáticos pinguins e as fofas lontras, que estão sempre boiando de costas e cuidando dos pelos. Isso é necessário para garantir que esses bichinhos não afundem e nem fiquem com os pelos encharcados. Sem contar que às vezes elas ficam de patinhas dadas, derretendo o coração dos visitantes. ❤

As lontras estão sempre boiando

As lontras estão sempre boiando

Se apenas visitar o Oceanário não é o bastante, que tal dormir lá? O programa “dormindo com os tubarões” permite que crianças e suas famílias passem a noite no Oceanário para conhecer melhor a espécie e descobrir que eles não são tão assustadores assim. Os interessados devem fazer reserva no site e os preços vão a partir de 60 euros.

Dá até para dormir com os tubarões

Dá até para dormir com os tubarões

O Oceanário está localizado no Parque das Nações e foi inaugurado em 1998 como parte da Exposição Mundial (Expo) sediada pela cidade naquele ano, cujo tema foi “Os oceanos, um patrimônio para o futuro”. Frequentemente sedia exposições temporárias, como a “Forests Underwater, by Takashi Amano”, em cartaz atualmente e que destaca as florestas tropicais e seus ambientes aquáticos. São mais de 10 mil peixes tropicais e 46 espécies de plantas aquáticas.

Os simpáticos pinguins ficam em uma área externa

Os simpáticos pinguins ficam em uma área externa

Dá para visitar o Oceanário todos os dias, das 10h às 20h durante o verão e das 10h às 19h durante o inverno. É permitido tirar fotografias, mas o uso do flash é proibido. O ingresso inteiro custa 14 euros, mas o preço sobe para 17 euros se incluir a exposição temporária.

Onde: Oceanário de Lisboa, Lisboa, Portugal
Quanto: 14 euros o ingresso inteiro, 17 euros o ingresso inteiro + exposição temporária. Dá para consultar os outros tipos de ingressos no link www.oceanario.pt/cms/1047
Quando: Diariamente, das 10h às 20h (verão) e das 10h às 19h (inverno)

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#23 Hotel F1 Porte de Montreuil – Paris, França

O hotel F1 Porte de Montreuil está localizado próximo ao 20e arrondissement em Paris, já na divisa com a periferia da cidade. Para quem não sabe, Paris está dividida em 20 setores e quanto menor o seu número, melhor a localização. O hotel fica bem pertinho da estação de metrô Porte de Montreuil, cerca de cinco minutos caminhado, e de lá até o centro da cidade são mais ou menos 30 minutos com o metrô.

O hotel está logo em frente a um complexo onde há um mini-shopping, um Carrefour, um Ibis, um Ibis Budget e um Mercure. O supermercado é bem grande e uma mão na roda para quem precisa comprar algumas coisinhas.

Os funcionários do hotel quase não falam inglês e já no check-in somos avisados de que não há banheiro dentro dos quartos, informação que depois vi que estava no site. Mas parecia que eles estavam acostumados aos protestos dos hóspedes e já indicavam os outros hotéis da rede que estão na vizinhança.

O hotel está localizado em frente a um complexo com mini shopping, Carrefour e outros hotéis da rede Accor

O hotel está localizado em frente a um complexo com mini shopping, Carrefour e outros hotéis da rede Accor

Tirando a ausência do banheiro, o quarto é basicamente igual aos dos F1 que existiam no Brasil (todos os F1 daqui foram convertidos a Ibis Budget), na verdade acaba sendo um pouco maior por causa disso. Há uma cama de casal, uma beliche, uma mesinha, televisão e uma pia.

Um dos quartos do hotel

Um dos quartos do hotel

No corredor havia cinco banheiros somente com privada e cinco com chuveiros. Mas eram bem estranhos. Imagine um banheiro químico com chuveiro, era tipo assim, com paredes de plástico e pequeno. Ao entrar na parte para tomar banho tinha um espacinho com um espelho e um lugar para colocar as roupas. O chuveiro não era constante e precisava ficar apertando um botão toda hora para sair água, como nas torneiras de banheiros de shopping. Mas, pelo menos, a água saía sempre quentinha e não precisava esperar ela esquentar.

Um dos chuveiros

Um dos chuveiros

No banheiro com a privada a descarga era automática e quando a porta era aberta ela já era acionada. Lá também estava sempre molhado. A primeira vista causou uma má impressão, mas depois parecia que isso era por causa do sistema de limpeza automática.

Os banheiros são de plástico e parecem banheiros químicos

Os banheiros são de plástico e parecem banheiros químicos

As diárias custam a partir de 39 euros e as reservas podem ser feitas pelo site www.accorhotels.com. Todas as diárias tem um acréscimo de 0,75 euro por dia e por pessoa relativo a taxa da cidade. O café da manhã não está incluso e custa 3,50 euros por hóspede.

Este Formule 1 é recomendável somente para quem terá estadias curtas e caso não tenha encontrado um hotel com preço bom mais próximo do centro. Apesar de estar bem pertinho do metrô, a localização é distante dos principais pontos turísticos e para quem tem pouco tempo, qualquer meia hora pode fazer diferença.

Onde: Hotel F1 Porte de Montreuil – Paris, França
Quanto: As diárias custam a partir de 39 euros e as reservas podem ser feitas pelo site www.accorhotels.com

#19 Como é o voo intercontinental da Tam

Gente, é duro viajar na classe econômica, né? Ainda mais quando são longas horas de voo. Mas sempre há um detalhezinho ou outro que ajuda a dar uma melhoradinha na situação. Eu viajei recentemente com a Tam para a Europa em um voo direto de São Paulo-Milão e vou contar aqui o que achei da experiência.

Comprei minha passagem pelo site da Tam. De acordo com a companhia algumas poltronas oferecem mais espaço, mas é preciso pagar uma taxa a mais por eles. Escolho ficar no aperto tradicional mesmo.

Airbus A330

Airbus A330

O embarque foi no terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, aquele mais novo e com o Dufry grandão.
O avião era um A330 e as poltronas estão dispostas em duas, quatro e duas. Fiquei numa fileira com duas poltronas, no corredor. Por um momento acreditei que viajaria sem ninguém ao meu lado. Todo mundo já havia embarcado, estava no horário marcado para a decolagem, as comissárias estavam fechando todos os bagageiros e a minha felicidade ia só aumentando. Mas de repente umas dez pessoas entraram e é claro que meu vizinho de viagem também. Fiquei com tanta raiva que nem olhei para a cara dele até chegarmos na Itália.

Eu achei o avião bem parecido com os de voos domésticos, com apenas o acréscimo da televisão. Havia um acervo com várias opções de filmes, inclusive legendados e dublados em português. Eles também dão um kit fofo com meias, escova e pasta de dente.

Interior de um dos aviões da Tam

Interior de um dos aviões da Tam

Meu voo era noturno – decolamos às 22h20 – e logo já foi servido o jantar. As opções variavam entre a inédita massa e o surpreendente frango. Pedi vinho para acompanhar o meu frango e me foi servido num copinho que estava na bandeja, não me deram uma garrafinha como costuma ser feito por outras companhias. Depois de terminada a refeição, a comissária passou servindo um refil.

Outra refeição só no café da manhã, quando estávamos bem próximos de Milão. Senti falta de servirem água ou suco durante o voo. Eu estava morrendo de sede e precisava pedir toda hora para as comissárias.

Em geral o voo foi ok, mas não gostei muito dos assentos. Fiquei com a bunda doendo na ida e na volta e não me lembro disso já ter acontecido outra vez.

Em Milão os funcionários do check-in, do embarque e as comissárias pareciam ser todos brasileiros. O que é bom principalmente para quem não fala bem outros idiomas. Outra vantagem de voar com a Tam é poder parcelar a passagem, algo que nem todas as companhias oferecem. Mas o melhor é o voo poder ser direto. Não precisar fazer conexão e nem esperar no aeroporto para trocar de avião foi muito bom.

Check-in em Guarulhos

Check-in em Guarulhos

Antes os voos São Paulo-Milão vendidos pela Tam eram todos diretos. Agora, a companhia também vende trechos operados por outras empresas, como a alemã Lufthansa e a espanhola Ibéria, com conexões nos respectivos países. Os voos operados pela Tam continuam sendo diretos.

Voaria de novo com a Tam para a Itália sim, principalmente pelo voo poder ser direto. O serviço achei normal, a companhia não oferece nada muito diferente do padrão das classes econômicas.

Milão não é o único destino operado pela Tam na Itália. Para consulta-los acesse o site www.tam.com.br. Para quem preferir ligar é preciso paciência. Eu acho o atendimento telefônico da empresa bem ruim, é preciso ouvir um monte de menus com opções e muitas vezes uma gravação te manda acessar o site.

Onde: Voo intercontinental da Tam
Quanto: Para consultar as tarifas acesse o site www.tam.com.br ou ligue para 4002-5700 (capitais) e 0300 570 5700 (todo o Brasil)

#16 Visitar Auschwitz é de graça – Oswiecim, Polônia

Os campos de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau mataram milhares de pessoas durante a II Guerra Mundial, mas hoje em dia foram convertidos em museu. Localizados na cidade de Oswiecim, na Polônia, ficam a 1h30 de ônibus de Cracóvia.

Na cidade várias agências organizam tours para visitar os campos de concentração. Eu fui pedir informações sobre como chegar em Oswiecim em um escritório de informações turísticas e a menina já foi me dizendo para contratar um tour. Mas não é preciso contratar nada e ir por conta própria é mil vezes mais econômico e bem fácil também, mesmo para quem não fala inglês. Há duas formas de visitar Auschwitz: sozinho, sem um guia ou com uma visita guiada. Para quem for sozinho a entrada é gratuita, mas é recomendável fazer uma reserva antecipadamente através do site e escolher o horário que irá visitar. Para entrar gratuitamente é necessário começar a vista às 8h, às 9h, às 15h10, às 16h, às 17h, às 18h ou às 18h55. Os demais horários são reservados para as visitas guiadas.

Entrada de Auschwitz

Entrada de Auschwitz

Há dois campos de concentração e a visita começa pelo Auschwitz. Dá para visitar tranquilamente sem um guia, pois o museu é muito bem sinalizado, há uma sugestão de percurso marcada através de indicações e por todo o lugar há placas com informações sobre o lugar e com histórias sobre o que acontecia lá. Quem quiser informações complementares pode comprar um livro ou guia na loja localizada na entrada de Auschwitz. Comprei um guiazinho por 5 zlotys (cerca de R$4,30) e valeu a pena.

O local está bastante preservado e é repleto de construções semelhantes a grandes casas. Nem todas estão abertas a visitação, mas as que estão exibem tristes relatos do que aconteceu por lá. Cada uma delas é dedicada a um tema. Por exemplo, há algumas que exibem documentos sobre pessoas levadas aos campos de concentração, comunicados entre os oficiais alemães, autorizações para a mudança de práticas, como, por exemplo, a inclusão de crianças a partir de oito anos nos trabalhos forçados. Antes desta mudança todas as crianças que chegavam a Auschwitz eram mortas, assim como algumas mulheres, idosos e pessoas que não estavam aptas ao trabalho.

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Há uma série de construções parecidas com casas em Auschwitz

Em outras há salas repletas de objetos de pessoas que foram feitas prisioneiras. Há, por exemplo, uma sala cheia de sapatos. Outra cheia de roupas. Outra com malas. Desta forma é possível perceber que quem foi levado para lá não fazia ideia do destino que a esperava. É realmente muito triste.

É possível fotografar em quase todos os ambientes, mas há exceções. Uma delas é a sala de cabelos. Quando a Alemanha perdeu a guerra e os aliados invadiram Auschwitz descobriram uma infinidade de sacos contendo cabelos humanos. Eles eram retirados das mulheres e vendidos para a indústria têxtil. Há, inclusive, um exemplar de um desses tecidos.

Há diversas dessas placas no campo

Há diversas dessas placas no campo

Com todas as placas com explicações é possível fazer a visita sem guia e ainda entender bastante o que aconteceu no lugar. O único porém é que as explicações estão escritas apenas em inglês, polonês e hebraico. Mas na lojinha há livros e guias em português que podem ajudar quem não fala nenhum destes idiomas. Ah, e o museu não possui áudio guia.

Depois de visitar Auschwitz é a hora de ir para Auschwitz II-Birkenau. Há um ônibus que faz o transfer gratuito entre um campo e outro e o trajeto dura cerca de cinco minutos. Depois de ver tudo aquilo em Auschwitz vi que Birkenau é ainda pior. Primeiramente porque é muito maior do que o primeiro campo. Há uma infinidade de construções e não é nem mesmo possível ver onde o campo termina. Além disso, é lá que chegavam os trens trazendo os futuros prisioneiros. O local ainda preserva os trilhos e há um vagão de um trem: pequeno e completamente fechado, sem nenhuma janela.

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Vagão de trem remanescente com homenagens de visitantes em frente

Lá também é possível entrar em algumas construções, mas neste campo não há placas nem sinalizações. O mapa que havia no guia foi útil neste caso e ajudou a nos localizarmos lá dentro.

Além dos trilhos e das construções há os restos de dois crematórios que foram destruídos pelos nazistas após a Alemanha perder a guerra. Pela quantidade de tijolos pareciam ser bem grandes. No campo também é possível ver o lago onde eram jogadas as cinzas das pessoas queimadas nos crematórios.

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Um dos crematórios de Auschwitz II destruídos pelos alemães após o fim da guerra

Terminada a visita pegue o transfer de volta para Auschwitz I, pois é de lá que saem os ônibus para voltar para Cracóvia.

É recomendado reservar no mínimo 3 horas e meia para visitar os dois campos de concentração. E acredite, esse tempo é mesmo necessário. As visitas guiadas também tem esta duração e custam 40 zlotys (cerca de R$34). Há opções em várias línguas, mas não há em português.

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

O campo Auschwitz II-Birkenau parece não ter fim

Para chegar aos campos de concentração a partir de Cracóvia é bem fácil. Na estação central é preciso comprar no guichê de bilhetes de ônibus uma passagem para Oswiecim, que custa 12 zlotys por trecho (cerca de R$10). Lá no guichê é possível consultar os horários das saídas e os funcionários falam inglês. Quem faz o trajeto é uma van, então é bom chegar com um pouco de antecedência se não quiser correr o risco de fazer a viagem em pé. Apesar de informarem que a viagem dura 1 hora, demoramos 1h30 para chegar. Então compre a passagem com saída duas horas antes do horário marcado para a sua visita. A van para bem em frente da entrada de Auschwitz e o motorista avisa quando chega lá. É bom já pegar com ele os horários da volta, pois a última van passa às 19h30. Também já dá para comprar com o motorista a passagem de volta ou deixar para comprar na outra van.

Locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

Um dos locais onde as pessoas dormiam amontoadas: calor infernal no verão, frio congelante no inverno

O ponto de ônibus para pegar a van na volta também fica em frente à entrada de Auschwitz, do outro lado da rua do ponto da ida.

A van na ida saiu pontualmente no horário, mas na volta passou com quase meia hora de atraso. E também levou 1h30 para chegar em Cracóvia. Então é bom sempre ter uma margem grande de tempo.

Também é possível ir de trem, mas como a estação está localizada a 2 quilômetros dos campos e a van para bem em frente, eu acredito que não valha a pena. Caso resolva ir de trem mesmo assim, há ônibus que saem da estação e vão até Auschwitz. Também dá para ir caminhando se tiver disposição, mas vale lembrar que você terá que andar um monte dentro do museu.

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Entrada de Auschwitz II-Birkenau e trilhos por onde chegavam os trens

Antes de visitar Auschwitz é importante ler as regras de visitação que estão elencadas no site. Eles proíbem, por exemplo, a entrada com bolsas grandes e mesmo julgando que minha bolsa tinha um tamanho adequado fui impedida de entrar com ela. Mas há um guarda-volumes ao lado onde foi possível guarda-la. Sorte que era barato, custava 3 zlotys (cerca de R$2,50). Também é proibido entrar com comidas e não pode fumar lá dentro. Todas as pessoas precisam passar por um detector de metais e as bolsas e sacolas são checadas naqueles raio-x como os dos aeroportos.

Ao fazer sua reserva no site você irá receber por e-mail seus bilhetes de entrada. Imprima-os e leve-os com você. Caso você chegue antes do horário marcado é necessário esperar, só é possível entrar na hora reservada. E prepare o estômago para o que estará prestes a ver.

Onde: Auschwitz-Birkenau, Oswiecim, Polônia
Quanto: Visitas sem guia são gratuitas, mas recomenda-se reservar antecipadamente no site http://auschwitz.org. Visitas guiadas custam 40 zlotys (cerca de R$34)
Quando: O museu abre todos os dias da semana, mas os horários variam de acordo com o mês de visitação. Dá para consulta-los no link http://auschwitz.org/en/visiting/opening-hours

#48 Casa de Anne Frank – Amsterdam, Países Baixos

Anne Frank se tornou conhecida após a publicação de seu diário sobre a vida de sua família durante a II Guerra Mundial, intitulado como “O Diário de Anne Frank”. A família da garota judia viveu por mais de dois anos escondida na casa da rua Prinsengracht, em Amsterdam, onde seu pai, Otto Frank, também tinha um negócio. Atualmente o local foi convertido em museu e é possível ver com os próprios olhos onde eles viveram por este período.

Anne Frank era apenas uma adolescente durante a II Guerra Mundial

Anne Frank era apenas uma adolescente durante a II Guerra Mundial

Além da família Frank, as famílias Van Pels e Fritz Pfeffer também moraram no anexo da casa, que era escondido por uma estante e que é conservada até hoje. Durante aquele período eles tiveram ajuda de funcionários que levavam comida e passavam informações sobre o mundo exterior.

O anexo da casa onde a família de Anne Frank viveu era escondido por uma estante

O anexo da casa onde a família de Anne Frank viveu era escondido por uma estante

Como é de se imaginar, viver ali escondido não era fácil. Não era possível abrir janelas, acender luzes e, dependendo do horário, nem mesmo abrir uma torneira. Qualquer barulho feito fora de hora poderia trazer suspeitas e o esconderijo ser descoberto pelos nazistas. Uma espécie de sótão fechado com uma janela no teto era o único lugar onde os habitantes conseguiam um pouco de sol e ar fresco.

Durante sua vida no esconderijo Anne Frank manteve um diário contando sobre o dia-a-dia na casa e sonhos de uma típica garota adolescente. Na casa, por toda parte, há trechos do diário de Anne e podemos conhecer melhor o que se passava por lá. Também há fotos, documentos, objetos dos moradores da casa e pequenos filmes.

Infelizmente o esconderijo foi descoberto em agosto de 1944 e todos foram enviados para campos de concentração. O pai de Anne, Otto Frank, foi o único a sobreviver e publicou após o fim da guerra o diário de sua filha. No início deste ano completou-se 70 anos da morte da garota.

Het Anne Frank Huis. Anne Frank Stichting. Photo: Cris Toala Olivares

Het Anne Frank Huis. Anne Frank Stichting.
Photo: Cris Toala Olivares

A visita dura cerca de uma hora e, por se tratar de uma casa, o acesso é limitado. Por isso é aconselhado comprar o seu ingresso com bastante antecedência no site, pois esta é a única forma de evitar uma fila gigantesca. E a fila é mesmo gigantesca para quem deixa para comprar lá na hora. O ideal é tentar adquiri-los assim que começar a planejar sua viagem. Quem tem mobilidade reduzida pode ter dificuldade para visitar a casa, pois há um grande número de escadas, muitas delas estreitas. Cadeirantes podem visitar parte do local.

Um dos ambientes dos museu

Um dos ambientes da casa

Não é permitido tirar fotografias em nenhum dos ambientes. Os horários de abertura variam de acordo com a época da visita, mas sempre é possível entrar no máximo até meia hora antes do fechamento. Os ingressos para adultos (acima de 18 anos) custam 9 euros, mas há uma taxa de 0,50 euro para quem compra online. Quem comprar antecipadamente deve imprimir os bilhetes e não precisa pegar fila, é só se dirigir diretamente a entrada à esquerda da entrada principal.

Chegar lá é bem fácil. A Casa de Anne Frank está localizada no centro de Amsterdam, cerca de 20 minutos de caminhada a partir da estação central de trens. Também dá para chegar com os trams 13, 14 e 17 e com os ônibus 170, 172 e 174.

Onde: Casa de Anne Frank, Amsterdam, Países Baixos
Quanto: O ingresso para adultos (acima de 18 anos) custa 9 euros, mas há uma taxa de 0,50 euro para quem comprar através do site (recomendadíssimo)
Quando: Os horários de abertura variam de acordo com a época da visita. Para consulta-los acesse o link http://www.annefrank.org/pt/Museu/Informacoes-praticas/Horarios-precos-e-localizacao1

#50 Ônibus low cost – Europa, Estados Unidos e Canadá

Você sabia que existe um ônibus low cost na Europa? O Megabus oferece viagens nacionais e internacionais por preços bastante atrativos, é possível encontrar passagens a partir de 1 euro!

Na Europa o Megabus opera na Bélgica, Inglaterra, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Irlanda, Escócia, Espanha e País de Gales. No mês passado também começou a operar na Itália, mas, por enquanto, os italianos poderão desfrutar apenas das viagens domésticas.

Um dos ônibus da Mega Bus em operação na Inglaterra

Um dos ônibus da Mega Bus em operação na Inglaterra

Na Itália são 13 as cidades atendidas pelo Megabus. Dá para ir, por exemplo, de Milão a Nápoles por apenas 1 euro. Ou de Veneza a Roma pelo mesmo preço. As passagens de trem, por outro lado, custariam a partir de 50 euros nos dois trechos.

Mas vamos à parte ruim. A viagem entre Milão e Nápoles, que duraria 4h15 horas indo de trem, dura 12h45 de ônibus. A de Veneza a Roma dura 3h45 de trem e 8h15 de ônibus. Mas se você tem tempo sobrando e não se importa de passar várias horas de ônibus vale a pena. Também há trechos noturnos, então dá para ir dormindo o caminho todo e acordar lá no destino.

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Dá para ir de Veneza (foto) a Roma pagando apenas 1 euro por trecho

Dentro da Inglaterra dá para ir, por exemplo, de Cambridge a Oxford pagando 1 euro. A viagem tem duração de 3h55. Por 5,5 euros dá para ir de Leicester a Manchester e a viagem dura 3h30.

A Alemanha também tem percursos domésticos bem baratos. Dá para ir de Berlim a Munique pagando apenas 1 euro, com tempo de viagem de 8h50. Pelo mesmo preço é possível viajar de Berlim a Hanover e a viagem dura 3h15.

Entre as viagens internacionais há, por exemplo, passagens de Paris para Amsterdam por 11 euros, em percurso com duração de oito horas. Pagando 13,50 euros dá para ir de Toulouse, na França, para Barcelona, na Espanha, e a viagem tem duração de 5h15. Por 28 euros dá para ir de Munique a Amsterdam e a viagem dura 16h45.

O Megabus também opera nos Estados Unidos e no Canadá. Uma viagem entre Nova York e Toronto, por exemplo, pode custar U$25 e leva 11h50. Também dá para ir de Las Vegas a Los Angeles por apenas U$5. A viagem tem duração de 5h15.

Uma viagem entre Nova York (foto) e Toronto pode custar U$25

Uma viagem entre Nova York (foto) e Toronto pode custar U$25

As passagens devem ser compradas pelo site e há uma taxa de 0,5 euros para fazer a reserva. Quanto antes você comprar a passagem, maior é a probabilidade de encontrar os preços mais baratos. Antes de comprar verifique as condições de cancelamento e alteração e a franquia de bagagem, que é de 25 quilos + uma bolsinha a bordo. Não é nem preciso dizer que é imprescindível estar com seu passaporte, pois há controle nas fronteiras entre os países.

Onde: Ônibus low cost. Opera na Itália, Bélgica, Inglaterra, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Irlanda, Escócia, Espanha, País de Gales, Canadá e Estados Unidos
Quanto: Há tarifas a partir de 1 euro. Para comprar acesse o site http://uk.megabus.com

#38 Fazendo compras em Milão – Milão, Itália

A Via Torino reúne vários tipos de lojas

A Via Torino reúne vários tipos de lojas

Fica difícil visitar uma das capitais da moda do mundo e não fazer umas comprinhas. Melhor ainda se estiverem com descontos. Começaram agora no início de julho as liquidações de verão em Milão e elas se estendem até o final deste mês e, em algumas lojas, chegam até agosto.

Eu adoro a Via Torino por dois motivos: tá bem no centro e pertinho do Duomo e tem uma grande variedade de lojas. Lá dá para encontrar H&M, que é sempre bem baratinha e vende roupas, calçados e acessórios, Bershka, que tem uma moda jovem com preços acessíveis, Pull&Bear, que segue mais ou menos a linha da Bershka, tem a Promod, que tem roupas mais “sérias”, tem Zara e muitas outras. Lá foi aberta recentemente uma grande loja da Alcott, que possui sempre preços baixos e tem boas promoções. No final deste mês também será inaugurada uma loja da Victoria’s Secret, que até agora só podia ser encontrada na Itália em aeroportos. O Corso Vercelli também receberá uma loja.

Milão receberá no final de julho as duas primeiras lojas de rua da Victoria's Secret na Itália

Milão receberá no final de julho as duas primeiras lojas de rua da Victoria’s Secret na Itália

Quem estiver procurando cosméticos pode encontrar na Kiko, que tem preços em conta e ótimas promoções, na Lush, que vende xampus, condicionadores, cremes e outros cosméticos feitos à mão, mas que não tem super promoções. Também há outras lojas, inclusive uma MAC, mas que nunca vi em promoção, hunf.

Quem estiver procurando eletrônicos pode encontrar na Trony, uma mega store localizada onde costumava ter uma Fnac. Parece que as Fnac não deram muito certo na Itália. Lá segue a pegada da loja antecessora: vende CDs, filmes, livros, além de eletrônicos e também eletrodomésticos.

Lá também tem vários lugarzinhos para comer, como a loja Amsterdam Chips, especializada em batatas fritas, uma loja da Magnum onde você monta seu próprio sorvete e uma filial da sorveteria Cioccolat Italiani, que vende bons sorvetes, mas com o preço um pouquinho acima da média. Lá também dá pra fazer um brunch ou comprar alguns docinhos e cafés diferentes.

Sorvetes montados na loja da Magnum da Via Torino

Sorvetes montados na loja da Magnum da Via Torino

Terminada a Via Torino é só seguir para a Via Vittorio Emmanuele II. A rua fica localizada ao lado do Duomo e também tem um monte de lojas variadas. Já no começo está localizada a Galleria Rinascente. Como várias galerias europeias, lá tem um grande número de marcas de luxo, mas também dá para encontrar coisas com preços acessíveis. Além de roupas há cosméticos, perfumes, artigos para casa, pequenos eletrodomésticos, lingeries, calçados e no último andar tem também um supermercado e alguns restaurantes. O supermercado vende uma série de coisas caras, mas sempre dá para encontrar alguma coisinha mais barata.

Continuando na Via Vittorio Emanuele II dá para encontrar lojas como a H&M (há duas), Zara, Kiko, Intimissimi, especializada em roupas íntimas, Carpisa, que vende malas e bolsas e costuma fazer boas promoções, Mango, que também tem boas promoções, Foot Locker, que vende tênis e artigos esportivos, Sephora, especializada em cosméticos e perfumes, além de uma loja oficial da Disney e uma mega store do Milan. Com preços mais altos há Furla, Michel Kors, Max & Co, entre outras.

Outro lugar bom para fazer compras é o Corso Buenos Aires. Dá para chegar nesta avenida de metrô descendo nas estações Porta Venezia, Lima ou Loreto. Lá tem todas essas lojas que podem ser encontradas nas outras ruas que mencionei, como a Zara, a H&M, a Benetton, a Sephora, a Kiko, além de muitas outras opções.

Quem está em busca de lojas de luxo pode encontra-las na Galleria Rinascente, na Galleria Vittorio Emanuele II, que está localizada ao lado do Duomo e é lindíssima, e na Via Montenapoleone, a Oscar Freire de Milão. Lá tem todas as marcas de luxo que você imaginar e lá por perto, na Via Manzoni, há um quarteirão todo ocupado pela Armani. Lá fica a loja da Armani que não vende apenas roupas, mas também acessórios, artigos para a casa, gadgets e outros. Ali também está localizado o hotel da Armani, o restaurante, o café e a balada da Armani, a Armani Privê. Ryqueza.

Complexo da Armani na Via Manzoni

Complexo da Armani na Via Manzoni

Já as liquidações de inverno em Milão começam geralmente na primeira semana de janeiro e se estendem até começo de fevereiro. Confesso que acho essa temporada melhor para encontrar bons descontos e sempre consegui comprar coisas mais baratas do que no verão. Mas é aquela coisa: tem que procurar, pois sempre dá para encontrar algo!

Onde: Liquidações em Milão, Itália
Quando: Julho e agosto (liquidações de verão) e janeiro e fevereiro (liquidações de inverno)